A 13 de Outubro de 2004, recebia o meu primeiro e-mail naquela que é, desde então, a minha conta de correio electrónico. A febre do Gmail instalava-se, tendo como forte argumento a capacidade de armazenamento praticamente infindável e, com isso, aliciando os utilizadores a, pura e simplesmente, deixarem de apagar mensagens; elas que fiquem em arquivo.
Para uma pessoa algo desorganizada como eu, sempre se revelou uma ferramenta extremamente útil. A versão final daquele meu tema? O trabalho do semestre passado? Tass bem, tenho isso no mail.

O que ainda não me tinha realmente apercebido é que, ao fim e ao cabo, tenho 6 anos da minha vida registados, sendo que, em algumas fases e situações, com um detalhe impressionante; mails recebidos, mails enviados, mails escritos mas não enviados, já para não falar dos registos das conversas instantâneas embebidas no dito serviço de e-mail.

Acabei de ler mensagens, algumas escritas por mim, cuja existência já desconhecia e algumas delas abriram-me os olhos; revi-me triste e afectado por situações que julgava serem inultrapassáveis e que, no entanto, me são absolutamente indiferentes nos dias de hoje. A importância que damos às coisas é temporalmente relativa e, na maioria das vezes, inflacionada. 

Portanto, que continuem a acumular-se as minhas vivências nesta caixinha postal virtual para, daqui a algum tempo, poder revê-las calmamente e perceber que certas coisas que me fizeram sofrer, na realidade, só me fizeram crescer.


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