Algum tempo depois disto, chegou a hora de colocar um ponto final e deixar o lápis descansar.
Não me vou alongar em explicações porque, em boa verdade, não as há. Simplesmente deixei de me identificar com este espaço, com este conceito e com muitas coisas que aqui foram ditas que, em tempos verdades incontestáveis, são hoje coisas perfeitamente ultrapassadas.

Apesar de não sofrer qualquer futura actualização, este blog continuará online e com todos os posts disponíveis.

A minha nova casa está disponível aqui. Obrigado a todos os que leram estes 140 desabafos ao longo de mais de dois anos.


... acordo, abro o Facebook e vejo gente que, mal me conhecendo, coloca frases que são refrões escritos por mim.
Thank you :) *


Ontem, em conversa com um amigo:

Eu: "Para a semana vou tocar com os Quatro e um quarto no Verão Total da RTP1"
Ele: "Onde é o programa?"
Eu: "Diz o sítio mais cómico de que te possas lembrar"
Ele: "Freixo de Espada à Cinta (risos)"
Eu: "Certo!"




Hoje digo-o com todas as letras, como já não o fazia há muito, muito tempo: estou feliz! :)


Nunca a cheguei a publicá-la, portanto aqui fica a letra para um tema chamado "Lado B" que escrevi há cerca de três meses.


A estrada a passar
Fez-me perceber
Que nada é o que parece ser

Em cada herói
Há sempre um vilão
E na pergunta uma confissão

O tecto a descer
Fez-me imaginar
O que é que existe para além do ar

A luz acendeu
O filme não parou
E o passado nunca passou

Mas, ao escutar,
Eu consegui ler
As entrelinhas do que o mundo diz ser

Sinto magia no ar
Tenho uma lupa que vê
Algo mais neste refrão

Sinto magia no ar
Há qualquer coisa a brilhar
No lado B desta canção

A noite a chegar
Fez-me entender
Que o importante não dá para ver

A imagem a cores
É como um vintém
Ou mostra a cara ou alma de alguém

Mas quando espreitei
E consegui ver
A ilusão não voltou a aparecer


Sinto magia no ar
Tenho uma lupa que vê
Algo mais neste refrão

Sinto magia no ar
Há qualquer coisa a brilhar
No lado B desta canção


Desculpa por não te ter dado ouvidos. Tens paciência? :)


E assim, quase aos 22 anos de idade, deixei de acreditar nas pessoas. O episódio nº 13 da 4ª temporada de House chamava-se "No More Mr. Nice Guy". Para mim, esse episódio começa hoje.

Welcome to the jungle!


Acho piada a uma máxima que uma grande parte das pessoas que conheço enverga com grande orgulho: "comigo está tudo bem, mas a partir do momento que me fazem mal, estão perdidos comigo".
No fundo, o que dizem é que as outras pessoas estão numa espécie de um estado neutro que, a partir do momento em que algo de mau delas provém, há uma lista negra onde mais um nome é gravado a ferros e, a partir daí, não há volta a dar.
Pessoalmente, não é assim que funciono, mas não tenho nada contra.
Mas e o contrário?
E quando, de um estado neutro, vêm (imensas) coisas boas e manifestações de tudo o que são sentimentos bons (salientando, se me permitem, o respeito, que acho que é o pai deles todos)?
Essas mesmas pessoas, que se dizem de personalidade forte e vincada, marcam essas outras pessoas numa lista branca a, sei lá... lápis de cera?
Acho também piada que essas pessoas tenham uma forte capacidade para se lembrarem desses tais momentos negros e das pessoas que os causaram, mas sejam totalmente amnésicas no que toca às pessoas que estavam lá para as apoiar e, na medida dos possíveis, descer esses momentos negros na escala dos cinzentos.

O último álbum de Rui Veloso chama-se, magistralmente, "Espuma das canções". O nome é alusivo ao que fica depois de todas as canções que passaram, boas ou más, um bocado como a espuma que fica na areia depois da onda partir.
Tenho pena quando a "espuma dos sentimentos", ou seja, o que fica quando a onda de sentimentos já seguiu viagem, é tão... vazia.

No meu mundo, seja ele dos sonhos ou não, as pessoas respeitam-se e, mesmo que as circunstâncias da vida inviabilizem o presente e o futuro, há sempre carinho pelo passado. Portanto, não sei se me arrependa do que dei ou se me sinta feliz pela forma como saí. 

Fico feliz, sem dúvida.



... da Bairrada, eu sou!

ahahahahahaha