Na primeira casa onde morei quando vim para Braga, tinha a minha estreita cama ao pé de uma enorme janela. A vista não era nada de extraordinário, mas havia um elemento, um simples objecto, que captava a minha atenção, noites e noites a fio, e que se tornou na minha companhia de insónias: um semáforo.
No meio de uma paisagem de imensas luzes, algo estáticas e sem vida, aquele semáforo destacava-se, não só pelo seu brilho respeitável, mas por não se limitar a marcar presença no meio da noite e iluminar uma casa ou uma esquina; o semáforo tinha vida, tinha poder de decisão e, de uma forma ou de outra, influenciava a vida das pessoas que se vergavam perante a sua soberania.
Numa dessas noites em que o sono teimava em não aparecer, há uns 3 anos atrás, comecei a escrever uma letra sobre o semáforo. Entretanto, mudei de casa e não o voltei a ver, sendo que nunca terminei a letra.
Out in silence I feel this warm buzz
Changing colors, changing destinies
She's always there, makes me company
Kinda holds me together, tells me where to be
She must be the one, all there around
That I do clearly oversleep
And I keep wondering what would be
The real colors she'd have for me
I feel the time has come
To walk your crossroad, bow to you
I came to find out, surprisingly
That random facts keep driving me

1 comentário:
Ricardo Rocha disse...
Eu também!!!! Este homem é um Senhor!!