Sinto que o meu estado actual desbloqueou, temporariamente, uma pequena parte do meu cérebro que me permite analisar as coisas que se passam à minha volta de uma forma muito mais coesa e distante.
Olho para este post como uma fotografia tirada ao chegar ao cume de uma montanha; faz sentido escrevê-lo apenas agora que estou no topo e servirá para, no futuro, eu saber que consegui lá chegar.

Eu adorava a minha Stratocaster até ter conhecido a Les Paul; coloquei recentemente nova música no carro, ao fim de algum tempo, e já me surgiram duas ou três ideias em termos de composição; hoje, subitamente, voltei a falar com uma pessoa com quem julgava nunca mais falar.
Há várias teorias e formas de lidar com as coisas que saem e entram da nossa vida. Há quem se agarre com unhas e dentes ao que tem (e gosta) e se recuse a ver isso mudar; há quem, por outro lado, tenha a necessidade de viver coisas novas mesmo que isso implique perder as coisas que já tem. Hoje, formulei a minha própria teoria: não vou deitar fora o que tenho de bom para viver coisas novas, mas dou valor ao facto de elas existirem e de me poder agarrar a elas quando assim fizer sentido.

Como me disse a Marta, sabiamente, é preciso encararmos a vida de frente e responder às provocações que nos vai fazendo.


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